Recursos e cadeia

Saúde e Segurança

A SST na prática: estabelecimentos e grupos de exposição, inventário de riscos, plano de ação, PGR, ergonomia, exames e ASO, EPI, treinamentos de NR, permissões de trabalho, acidentes, CAT, eSocial, CIPA e contratadas.

A lógica do módulo

Uma corrente sustenta o módulo inteiro, e vale guardá-la:

estabelecimento → GHE → risco → plano de ação → PGR

Se o inventário de riscos não estiver bem feito, tudo que vem depois fica sem fundamento, porque é o risco identificado que justifica exigir um exame, entregar um EPI ou dar um treinamento.

Este módulo lida com dado de saúde, a categoria mais protegida de dado pessoal. Por isso existe uma trilha que registra cada leitura, e não apenas as alterações, e uma permissão específica que nem o perfil de administrador geral contorna.

Antes de começar

O que precisa estar prontoPor quê
Módulo rh ativoÉ o mesmo módulo que destrava a Saúde e Segurança.
Estabelecimentos com CNAE corretoO CNAE e o grau de risco determinam quais normas se aplicam.
Quadros da NR preenchidosO dimensionamento do SESMT consulta o quadro preenchido pelo responsável técnico.
Responsável técnico definidoPGR e PCMSO têm responsabilidade técnica e precisam estar assinados.
Permissão de dado de saúdeO conteúdo clínico do ASO só é acessível a quem tem a permissão específica.

O mapa do menu

Item do menuO que faz
PainelRiscos altos sem controle, pendências e indicadores.

Riscos e PGR

Item do menuO que faz
EstabelecimentosCNAE, grau de risco e dimensionamento do SESMT.
Grupos de Exposição (GHE)Quem se expõe aos mesmos riscos, na mesma intensidade.
Inventário de RiscosOs riscos classificados pela matriz de probabilidade e severidade.
Plano de AçãoAs medidas na hierarquia de controle, com tarefa vinculada.
PGR e DocumentosO programa gerado a partir do inventário, com versões.
Ergonomia e MediçõesA avaliação qualitativa e a medição quantitativa.

Saúde ocupacional, EPI e treinamento

Item do menuO que faz
Exames, ASO e PCMSOAs regras derivadas do risco, a aptidão e o conteúdo clínico protegido.
Catálogo e Matriz de EPIO que cada grupo recebe, com CA e validade.
Treinamentos de NRA capacitação obrigatória e seu vencimento.
Ordem de Serviço (NR-1)A informação formal dos riscos da função.

Campo e Emergência

Item do menuO que faz
Permissão de TrabalhoA autorização para atividade de risco.
Inspeções e DesviosA verificação de campo e o tratamento do que se encontra.
Emergência e BrigadaA equipe e o plano de resposta.

Acidentes e eSocial

Item do menuO que faz
Ocorrências e AcidentesO registro na data do fato.
CATA comunicação de acidente, com prazo legal.
eSocialOs eventos de SST transmitidos. Permissão: Screen:Sst:Esocial

CIPA, Contratadas e Configuração

Item do menuO que faz
CIPA e SESMTA composição obrigatória e as reuniões.
Contratadas e IntegraçãoQuem entra na operação sem ser empregado.
IndicadoresFrequência, gravidade e evolução.
Parâmetros do MóduloMatriz de risco e quadros das normas. Permissão: Screen:Sst:Config
Privacidade do Dado de SaúdeQuem acessa o conteúdo clínico e a trilha de leitura.

Painel

Saúde e SegurançaPainel

Os riscos mais altos ainda sem controle, as pendências de exame e treinamento e os indicadores do período.

  1. Comece pelo bloco Riscos mais altos ainda sem controle.
  2. Confira as pendências de exame e de treinamento obrigatório.
  3. Acompanhe as ocorrências e os desvios de inspeção abertos.

Risco alto sem medida de controle definida é exposição real de pessoas, e é o primeiro ponto que um auditor fiscal do trabalho procura.

Estabelecimentos e grupos de exposição

Saúde e SegurançaRiscos e PGREstabelecimentos

O cadastro dos estabelecimentos com CNAE e grau de risco, o dimensionamento do SESMT e os grupos homogêneos de exposição.

  1. Cadastre o estabelecimento com o CNAE e o grau de risco corretos.
  2. Clique em Dimensionar para calcular a composição obrigatória do SESMT.
  3. Monte os Grupos de Exposição (GHE) reunindo quem se expõe aos mesmos riscos, na mesma intensidade.
  4. Crie grupo próprio para quem tem exposição diferente dos demais.

CNAE errado leva a empresa a cumprir o programa errado. E agrupar mal esconde exposição: se alguém do grupo se expõe de forma diferente, o risco dessa pessoa nunca é avaliado.

Quando o quadro da norma não está preenchido, o dimensionamento avisa que não há parâmetro em vez de inventar um número. A responsabilidade pelo parâmetro é de quem tem a habilitação técnica.

Inventário de riscos e plano de ação

Saúde e SegurançaRiscos e PGRInventário de Riscos

Os riscos por GHE, com probabilidade, severidade e classificação pela matriz; e o plano de ação com a hierarquia de controle.

  1. Registre cada risco do GHE com o agente e a fonte.
  2. Informe a probabilidade e a severidade; a classificação sai do cruzamento.
  3. Defina a data de próxima reavaliação.
  4. Crie a medida no Plano de Ação, seguindo a hierarquia de controle.
  5. Marque Criar tarefa interna vinculada.
  6. Use o filtro Só atrasadas na rotina semanal.

O risco não é classificado por opinião: ele resulta do cruzamento entre a chance de acontecer e a gravidade se acontecer. Um risco pouco provável mas gravíssimo pode exigir mais atenção do que um frequente e leve.

A hierarquia é: eliminar, substituir, engenharia, administrativo e, só por último, EPI. Plano em que quase tudo é EPI indica que as medidas anteriores não foram consideradas.

Ação sem tarefa atribuída tende a ficar registrada e não ser feita.

PGR, ergonomia e documentos

Saúde e SegurançaRiscos e PGRPGR e Documentos

O PGR gerado a partir do inventário, com versões, e as avaliações e medições de ergonomia.

  1. Gere o PGR a partir do inventário.
  2. Confira se o documento saiu completo; se não, complete o inventário.
  3. Para revisar, clique em Criar nova versão.
  4. Use Mostrar versões substituídas para consultar o histórico.
  5. Em Ergonomia e Medições, registre a avaliação qualitativa e as medições quantitativas.

O PGR não é digitado: ele é a consequência do inventário. Documento incompleto aqui é melhor descobrir do que na fiscalização.

A avaliação ergonômica é qualitativa, observa postura e organização do trabalho; a medição é quantitativa, produz número comparável a limite legal. As duas se completam.

Guardar as versões anteriores é obrigatório: é preciso demonstrar qual era o programa vigente numa data passada, especialmente havendo acidente ou reclamatória.

Saúde ocupacional: exames, ASO e PCMSO

Saúde e SegurançaSaúde Ocupacional

As regras de exame derivadas do risco, os ASO com aptidão e conteúdo clínico separados, as restrições e o PCMSO.

  1. Configure as regras de exame a partir dos riscos do GHE.
  2. Agende e acompanhe os exames por colaborador.
  3. Registre o ASO com a aptidão.
  4. Clique em Adicionar restrição quando houver limitação, e comunique o gestor da área.
  5. Mantenha o PCMSO vigente e assinado pelo coordenador médico.

O ASO tem duas camadas: a aptidão, que o RH e o gestor precisam ter; e o conteúdo clínico, que é dado sensível. Ver o conteúdo clínico exige permissão específica, e cada clique fica registrado na trilha.

A restrição é a informação mais operacional do ASO: sem chegar ao gestor, o atestado vira papel guardado enquanto a pessoa continua exposta ao que a restringe.

EPI, treinamentos e ordens de serviço

Saúde e SegurançaEPI e Treinamento

O catálogo e a matriz de EPI, os treinamentos de NR com validade e as ordens de serviço da NR-1.

  1. Monte o catálogo de EPI com CA e validade.
  2. Defina a matriz: qual EPI cada GHE recebe.
  3. Registre a entrega com assinatura do colaborador.
  4. Programe os Treinamentos de NR e acompanhe o vencimento.
  5. Emita a Ordem de Serviço com os riscos e as obrigações da função.

A ordem de serviço é o documento que informa formalmente o trabalhador sobre os riscos da função e as medidas de proteção. Ela é exigida e costuma ser cobrada em fiscalização.

Campo, emergência, acidentes e CAT

Saúde e SegurançaCampo e Emergência

As permissões de trabalho, as inspeções e desvios, a brigada de emergência, as ocorrências e acidentes, a CAT e o eSocial.

  1. Emita a Permissão de Trabalho para atividades de risco.
  2. Faça as Inspeções e registre os desvios com prazo.
  3. Mantenha a Brigada treinada e a escala publicada.
  4. Registre Ocorrências e Acidentes na data do fato.
  5. Emita a CAT dentro do prazo legal.
  6. Transmita os eventos de SST pelo eSocial.

A CAT tem prazo legal curto e deve ser emitida mesmo quando não há afastamento. Deixar de emitir é infração, e a ausência dela enfraquece a posição da empresa depois.

CIPA, contratadas, indicadores e privacidade

Saúde e SegurançaCIPA e Contratadas

A CIPA e o SESMT, a integração das contratadas, os indicadores e a configuração de privacidade do dado de saúde.

  1. Mantenha a composição da CIPA e SESMT e o calendário de reuniões.
  2. Faça a integração das contratadas antes de liberar o acesso.
  3. Acompanhe os Indicadores de frequência e gravidade.
  4. Revise a Privacidade do Dado de Saúde e quem tem acesso ao conteúdo clínico.

Contratada sem integração é risco que a empresa assume sem saber: em evento de formatura, boa parte de quem monta a estrutura não é empregado da empresa.

Fluxos completos

Montar o programa de SST

  1. Cadastre os estabelecimentos com CNAE e grau de risco.
  2. Monte os GHE agrupando exposições iguais.
  3. Levante o inventário de riscos com probabilidade e severidade.
  4. Crie o plano de ação seguindo a hierarquia de controle.
  5. Gere o PGR e confira se saiu completo.
  6. Derive do inventário as regras de exame, a matriz de EPI e os treinamentos.

Depois de um acidente

  1. Atenda a pessoa e registre a ocorrência na data do fato.
  2. Emita a CAT dentro do prazo.
  3. Transmita o evento pelo eSocial.
  4. Investigue a causa e reveja o risco no inventário.
  5. Abra ação no plano e acompanhe até o encerramento.

Erros comuns e o que fazer

SintomaCausa provávelO que fazer
O PGR saiu incompletoInventário de riscos incompleto.Complete o inventário: o PGR é consequência dele, não um documento digitado.
Alguém se acidentou num risco não mapeadoGHE mal agrupado, escondendo exposição diferente.Crie grupo próprio para quem tem exposição distinta.
O plano de ação é quase todo EPIHierarquia de controle não aplicada.Considere eliminar, substituir e engenharia antes do EPI.
A restrição do ASO não foi respeitadaEla não chegou ao gestor da área.Registre a restrição e comunique formalmente quem escala a pessoa.
As ações ficam registradas e não são feitasFalta a tarefa vinculada.Marque Criar tarefa interna vinculada e acompanhe as atrasadas.

Perguntas frequentes

Por que o inventário de riscos é tão importante?

Porque é ele que justifica cada exame, cada EPI e cada treinamento. Sem inventário bem feito, tudo o que vem depois fica sem fundamento.

O que é um GHE?

Um grupo de pessoas que se expõe aos mesmos riscos, na mesma intensidade. Agrupar bem torna o trabalho viável; agrupar mal esconde exposição.

Por que não consigo ver o resultado do exame?

Porque o conteúdo clínico é dado sensível de saúde e exige permissão específica, que nem o administrador geral contorna. Cada leitura fica registrada.

O PGR precisa ser digitado?

Não. Ele é gerado a partir do inventário. Se sair incompleto, o que está incompleto é o inventário.

Preciso emitir CAT mesmo sem afastamento?

Sim. A CAT tem prazo legal e deve ser emitida mesmo sem afastamento. A ausência dela é infração e enfraquece a posição da empresa depois.

Para onde ir depois

Gestão de Pessoas

O cadastro, os afastamentos e o eSocial da folha. Veja Gestão de Pessoas.

Continuidade

Emergência, plantão e exercícios. Veja Continuidade.

Qualidade

Auditoria, ação corretiva e verificação de eficácia. Veja Qualidade.

Portaria

A lista de quem está dentro para a evacuação. Veja Portaria.

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Última revisão: 19 de setembro de 2026