A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD Lei nº 13.709/2018) é a norma que disciplina o tratamento de dados pessoais no Brasil, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou jurídica de direito público ou privado. Seu objetivo, previsto no Art. 1º, é proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
A Partiu Software (Partiu Desenvolvimento de Software Ltda, CNPJ 66.729.899/0001-96), na condição de controladora dos dados tratados na plataforma Partiu Formatura, observa integralmente a LGPD, o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e demais normas aplicáveis.
Fundamentos da proteção de dados (Art. 2º)
A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos:
- O respeito à privacidade;
- A autodeterminação informativa;
- A liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião;
- A inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem;
- O desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação;
- A livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor;
- Os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania.
Conceitos-chave da lei
Para entender seus direitos, é útil conhecer as definições do Art. 5º da LGPD:
- Dado pessoal
- Informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável (ex.: nome, CPF, e-mail, telefone).
- Dado pessoal sensível
- Dado sobre origem racial, convicção religiosa, opinião política, saúde, vida sexual, dado genético ou biométrico proteção reforçada.
- Titular
- A pessoa natural a quem se referem os dados pessoais no nosso contexto, você.
- Tratamento
- Toda operação com dados: coleta, uso, acesso, armazenamento, compartilhamento, eliminação etc.
- Controlador
- Quem decide sobre o tratamento dos dados. Aqui, a Partiu Software.
- Operador
- Quem trata dados em nome do controlador (ex.: provedores de nuvem e de pagamento).
- Encarregado (DPO)
- Pessoa indicada como canal entre você, a empresa e a ANPD (Art. 41).
- Consentimento
- Manifestação livre, informada e inequívoca pela qual você concorda com o tratamento para finalidade determinada.
- Anonimização
- Processo que impede a identificação do titular dados anonimizados, em regra, saem do alcance da LGPD.
Princípios que seguimos (Art. 6º)
Todo tratamento de dados observa a boa-fé e os dez princípios legais. Não são metas abstratas: são critérios que aplicamos em cada funcionalidade da plataforma.
Finalidade
Propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados a você, sem tratamento posterior incompatível.
Adequação
Compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular.
Necessidade
Limitação ao mínimo necessário para atingir a finalidade nada além.
Livre acesso
Consulta facilitada e gratuita sobre a forma, a duração e a integralidade dos seus dados.
Qualidade dos dados
Exatidão, clareza, relevância e atualização, conforme a necessidade.
Transparência
Informações claras, precisas e acessíveis sobre o tratamento e os agentes envolvidos.
Segurança
Medidas técnicas e administrativas contra acessos não autorizados e incidentes.
Prevenção
Adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos.
Não discriminação
Impossibilidade de tratamento para fins discriminatórios, ilícitos ou abusivos.
Responsabilização
Demonstração da adoção de medidas eficazes de cumprimento (accountability).
Bases legais para o tratamento (Art. 7º)
Nenhum dado é tratado sem amparo legal. A LGPD prevê dez hipóteses no Art. 7º; utilizamos as que se aplicam à prestação do serviço:
- Consentimento (Art. 7º, I): para dados biométricos, comunicações de marketing e cookies não essenciais sempre livre, informado, específico e revogável a qualquer tempo.
- Cumprimento de obrigação legal ou regulatória (Art. 7º, II): para atender exigências fiscais, contábeis, trabalhistas e regulatórias.
- Execução de contrato (Art. 7º, V): para prestar o serviço contratado gestão de conta, pagamentos, galerias, ingressos e demais funcionalidades, inclusive procedimentos preliminares a pedido do titular.
- Exercício regular de direitos (Art. 7º, VI): em processo judicial, administrativo ou arbitral.
- Legítimo interesse (Art. 7º, IX): para segurança, prevenção a fraudes e melhoria dos serviços, sempre precedido de teste de balanceamento e respeitadas suas legítimas expectativas.
- Proteção do crédito (Art. 7º, X): na gestão de cobranças e na negociação de parcelas de formatura.
Dados sensíveis e biometria (Art. 11)
Dados sensíveis exigem base legal própria. Quando tratamos biometria facial para a busca de fotos, fazemo-lo exclusivamente mediante consentimento específico e destacado (Art. 11, I), para finalidade determinada. Você conhece todos os detalhes e salvaguardas na página Reconhecimento facial.
A base legal de legítimo interesse não se aplica a dados sensíveis. Por isso, biometria só é tratada com o seu consentimento e a foto de busca é descartada no mesmo instante, sem armazenamento.
Dados de crianças e adolescentes (Art. 14)
O tratamento de dados de crianças e adolescentes é realizado em seu melhor interesse. A plataforma destina-se a maiores de 18 anos; não coletamos intencionalmente dados de menores sem o consentimento específico e em destaque de ao menos um dos pais ou do responsável legal. Identificada tal coleta indevida, adotamos providências imediatas para eliminar os dados.
Seus direitos como titular (Art. 18)
A LGPD assegura a você um catálogo robusto de direitos, exercíveis a qualquer momento, de forma gratuita e facilitada, mediante requisição ao controlador:
Conheça cada direito em detalhe e faça sua solicitação, com resposta em até 15 dias, na página Meus direitos.
Transferência internacional (Arts. 33 a 36)
Quando dados são processados fora do Brasil por operadores (como provedores de nuvem), asseguramos nível de proteção adequado, por meio de cláusulas-padrão contratuais, certificações e garantias compatíveis com a legislação brasileira. Detalhes na página Proteção de dados.
Fiscalização e a ANPD
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é o órgão responsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento da LGPD em todo o território nacional. Você tem o direito de peticionar contra o controlador perante a ANPD (Art. 18, § 1º), caso entenda que seus direitos não foram atendidos.
Antes de recorrer à ANPD, fale com nosso Encarregado de Dados (DPO). Queremos resolver diretamente com você é mais rápido e é o nosso compromisso.